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14|março|2013
Brasil precisa acrescentar mais 110 mil MW em 15 anos

Crédito: Agência Brasil

Durante apresentação na cidade de Foz do Iguaçu (PR), o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, declarou que o Brasil irá precisar dobrar a capacidade instalada de seu parque gerador, tendo como base um PIB de 4,5% ao ano. Assim, o secretário calcula um aumento de 121 mil MW para 230 mil MW, que equivale à capacidade instalada de cerca de oito usinas de Itaipu.

“É com esse panorama e desafio, que o governo federal trabalha o planejamento estratégico do setor”, declarou. Segundo Zimmermann, que já trabalhou como engenheiro na usina de Itaipu no final da década de 1970 e início dos anos de 1980, o País vai ter que diversificar ainda mais a matriz elétrica, que tem quase 70% de sua base hidráulica.

No ano passado, a hidreletricidade respondeu por 86% da produção de energia elétrica, somando a parte brasileira de Itaipu e o que é importado da parte do Paraguai. O restante veio de outras fontes como o gás, usina nuclear, carvão, bagaço de cana, eólica e outras biomassas. “Se o Brasil tem 260 mil MW de potência estimada para hidrelétricas, sabemos que só se consegue viabilizar 160 mil MW deste total”, afirmou.

Por esse motivo, é preciso aproveitar a grande malha elétrica do sistema interligado para outras matrizes, como o gás não convencional, com quatro ou cinco grandes jazidas espalhadas pelo País, uma delas no Paraná.

Segundo o secretário-executivo, o Brasil seguirá seus investimentos em hidreletricidade e em fontes renováveis, como a eólica e solar, mas também manterá o plano para a geração por gás, nuclear a carvão. “Temos um carro-chefe (a hidreletricidade), mas há espaço para todas as fontes”, disse.

Hoje, o consumo de energia per capita no Brasil é de 2.400 kW/h. “Com o aumento da distribuição de renda, esse número tende a subir e devemos chegar, nos próximos anos, a 4.800 kW/h, o que não é sonho, é realidade”, explicou. “Este é nosso desafio energético. E essa projeção nos equiparará à África do Sul, e não chega nem perto do consumo na Europa, por exemplo”.

E para atingir esse patamar, segundo Zimmermann é preciso ter um sistema bem regulado e fiscalizado, além de desmistificar o uso de outras fontes, como carvão, estigmatizado pelos problemas ambientais e sociais das carvoarias, no passado. “Sou otimista que as fontes alternativas crescerão”, disse.

Fonte: http://www.jornaldaenergia.com.br/

 

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